Camiseta Omar Salomão Estado de Sítio Frente
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R$158.00 BRL

Fotografia Estado de Sítio de Omar Salomão. Obra exposta na Galeria Artur Fidalgo (RJ) em Agosto 2014.

Sobre a série Estado de Sítio:

Cerca de concertina utilizada como sistema de defesa de propriedade, colocada sobre muros para evitar a entrada de ladrões e presente de forma ostensiva nas ruas das grandes cidades (também muito presente nos filmes que retratam guerras do século XX e campos de concentração). Retirada do seu contexto e pintada com cores luminosas, a concertina passa a se assemelhar com uma mola maluca - brinquedo para crianças - e, à distância, parece pertencer a esse inocente universo. Entretanto, suas farpas e lâminas continuam ali, causando uma sensação ambigua no espectador que se sente atraído visualmente pelo objeto e ao mesmo tempo, com medo físico. 

A concepção:

A segurança e a incerteza. A vontade de isolamento no núcleo da multidão. Proximidade e distância. Esses novos tempos de paz, sem inimigo declarado, uma nação ou clã ou tribo ou gangue ou família adversária. A vida, cada vez mais longeva, regida novamente pela sorte, ou, talvez, melhor dizendo, pelo azar. Pelas imprevisiveis ações do ser humano apesar deste ambiente tão supostamente controlado que deveria ser a urbe. E após se fechar na cidade para se defender das intempéries da natureza e progredir, o homem se fecha em seu espaço privado dentro da cidade para se defender das intempéries da humanidade. Esses novos tempos de paz que mistura paradisíaco com bélico. O espaço de convivência e encontro das calçadas são reduzidos a estreitas faixas, empurrados pelas grades que se adcionam aos muros, segunda ou terceira barreira de proteção à entrada de estranhos, obrigando os passantes a seguirem em fila. Me lembra imagens de guerras, feito os campos de concentração (e tantos outros genocídios modernos e contemporâneos), seus prisioneiros em fila, suas linhas de defesa: fechadas fileiras de grossos arames cortantes (o mesmo tipo usado nos prédios e casas residênciais do Rio de Janeiro, São Paulo e tantas outras capitais), entrecortados por finos fios metálicos elétricos (similares aos utilizados no prédios e casas residênciais do Rio de Janeiro, São Paulo e outras tantas capitais). Ou as câmeras de segurança que povoam a prisão de Guantanamo e tantos espaços residênciais e comerciais e tantas cidades e capitais.

Um flâneur que não deixaria de notar, a cada dez metros, pequenas placas anunciando: perigo: material perfurante”, “cuidado: risco de vida”, “atenção: choque elétrico”. O brilho prateado concorrendo com o brilho dos sorrisos nos anúncios espalhados pelas calçadas. 

O dia-a-dia recebendo decorações de guerra. Uma guerra preventiva e individual. Sustentados por uma cultura do medo, cada vez mais intensa, presente e imediata. Todos acontecimentos são filmados por camêras de segurança e celulares e transmitidos em tempo real na internet. A estruturação do medo e a catarse.  

Tiragem limitada e numerada de 50 peças.

Modelagem unissex, de Malha 96% Poliéster e 4% Elastano, criada para vestir confortavelmente homens e mulheres do tamanho PP ao GG. Conheça as medidas de todos os tamanhos aqui.

Produzida especialmente para você em São Paulo - SP